Hora certa

Sério, sensível, rabugento ou engraçado. Cada um é como é. Cada um tem sua rotina, sua forma de pensar e encarar a vida. Mas tem algo que todos temos em comum: o desejo de encontrar alguém especial.

Esperamos por alguém bonito, inteligente, espirituoso, compreensivo.  Ou nem tão perfeito assim. Alguém que simplesmente invada nossos corações, faça nosso mundo virar de pernas pro ar e nossa vida ganhar um novo rumo, uma nova tonalidade, por motivos nunca explicados nem entendidos. Contudo, o que acontece se essa pessoa chegar na hora errada?

Perdi as contas de quantas vezes já ouvi reclamações sobre os momentos inoportunos em que o cupido resolve atirar suas flechas. E as desculpas para puxar os escudos são sempre as mesmas: falta de tempo para dedicar a questões pessoais, decepções recentes ou medo de se envolver e se machucar. Porém, confesso que nenhuma delas me convence.

Amor é sintonia. É conversa, afinidade, admiração. Amor é olhos nos olhos. É química, fascínio, atração. Amor é imprevisto. É impensado, inesperado, involuntário. Não tem momento certo para acontecer nem marca hora para chegar. E a graça está justamente no senso de mistério e surpresa que ele desperta.

Mas o que fazer se o sentimento aparece justamente quando estamos ocupados demais para nos rendermos a ele? Será que devemos convida-lo para sentar, tomar um café e pedir para que ele espere nossos corações despertarem para vive-lo? Será que não é pedir demais?

Estamos numa constante espera por algo que revolucione nossos corações e quando finalmente encontramos decidimos colocá-lo em stand by. Se o amor tende a nos trazer emoções inexplicáveis e momentos mágicos, por que fugimos tanto dele? Por que nos escondemos?

Não há medo maior do que o de viver uma vida vazia. Uma vida sem aventuras, sem erros nem acertos. Como saberemos se um sentimento será bom ou ruim se não nos arriscamos a experimenta-lo?

Tente, caia, sorria, chore. Entregue-se, arrependa-se. E nunca duvide de que seja realmente a hora certa para amar. Simplesmente porque não existe um momento exato para nos rendermos a alguém, a um sentimento, a um pressentimento.

Confie no destino. Confie no seu coração, em quem o acaso fez esbarrar em você. Se relógios soubessem algo sobre o amor, não seriam carregados no pulso nem pendurados nas paredes.

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