Verdade da mentira

Eu já menti. Não me olhe torto nem diga que jamais mente. Essa seria sua primeira mentira.

Menti quando tive medo de magoar quem não deveria. Quando minha a mentira parecia tão inocente e insignificante a ponto de poder ser anulada e esquecida. Mas a verdade é que o que ocultamos cedo ou tarde vem à tona. O tempo só potencializa os estragos.

Menti para mim mesma quando quis acreditar que não tomei tal decisão nem errei feio com alguém. Admita: tentamos nos enganar e imaginamos que nossos desatinos não atingirão os outros. Somos egoístas da sinceridade.

Não me arrependo do que fingi não sentir. Das noites que não dormi por assumir não amar quem eu tanto queria bem. Dos dias que vivi automaticamente para não pensar no sentimento que eu tanto desejava, mas que me fazia tão mal.

Eu me arrependo dos amigos que machuquei por motivos tolos. Bobagens que os afastaram de mim. Banalidades que poderiam ser resolvidas com uma simples conversa e que hoje parecem estar longe de encontrar uma solução.

Quando vale a pena mentir eu não sei. Talvez às vezes, talvez nunca. Perder um amigo de verdade é que não é bom negócio.

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