O positivo

Sempre quis muito ser mãe. Até aí nenhuma novidade, já que pelo menos 90% das mulheres sonham com isso. Mas a impressão é de que para mim isso tinha um gostinho a mais. Meu dia a dia envolve crianças, mães, pais, avós e tudo mais que está no pacote da maternidade. Com o tempo passei a admirar algumas mães, a me apaixonar por cada um dos meus alunos e desejar muito ter alguém para cuidar e educar, um serzinho que tivesse um pouquinho de cada um dos pequenos que eu tanto amava.

Como já estava casada há quase dois anos, comecei um trabalho de convencimento do marido. A verdade é que nunca existe um momento certo para engravidar. Sempre vamos inventar alguma desculpa, colocar algo na frente. Um projeto profissional, uma vida financeira mais estabilizada e generosa, uma certa idade. Por isso, brinco com as minhas amigas que se dá vontade, não pensa muito e se joga. Quem pensa não tem filhos.

Marido convencido e entusiasmado, só faltava eu criar coragem de parar de tomar pílula e tentar. A ideia era encomendar na nossa viagem de férias, que eu chamei de segunda lua de mel, mas amarelei. Não parei de pensar nisso a viagem inteira, pedi muitas vezes a Deus por um filho (a), fiz até promessa para o Menino Jesus de Praga quando visitei sua capela em Praga. Acredita? Então em março eu resolvi dar uma forcinha para os meus santos e deixei a natureza se encarregar do resto.

Não passaram dois meses até eu desconfiar que poderia estar grávida. E eu já tinha um teste desses de farmácia em casa, ali na gaveta do banheiro, como quem não quer nada. Bem que eu queria ser uma dessas mulheres criativas e desencanadas que fazem o teste sozinhas e depois fazem surpresinha para contar o resultado para o marido. No meu caso, arregalei os olhos e disse: ‘Acho que tô grávida!’, falei para que esperasse na porta do banheiro e fui fazer: POSITIVO.

Ficamos meio em choque, não acreditamos, compramos um de cada, todos positivos, continuamos não acreditando. A bem da verdade é que só acreditei quando ouvi e vi o coraçãozinho batendo no segundo ultrassom. Segundo porque no primeiro US o bebê tinha poucos dias e não deu pra ver nada. Eu acho que eu fui a mulher que descobriu a gravidez mais cedo na história. Será que era um bebê mais do que esperado?

Decidimos só contar para os amigos depois de 3 meses. Contamos apenas para os nossos pais e irmãos e tentamos segurar a ansiedade… Nossa vida estava prestes a mudar para sempre!

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