A ordem é divagar

Hoje é feriado na rotina atribulada que resolvi levar. E como o final de semana não foi dos mais fáceis, almocei e voltei para o quarto para descansar um pouquinho. Tudo escuro ainda. Quando não estamos nos nossos melhores dias não dá nem vontade de abrir a janela…

Mesmo assim, peguei meu iPad e resolvi olhar meus emails pessoais que acabam esquecidos na correria do dia a dia. E acabei encontrando mensagens de leitoras do Diário da Marcinha, que mesmo com os anos todos sem post algum não esqueceram de mim ou das coisas que já escrevi. Então, divaguei pensando em quantas pessoas curtiram a intensidade da adolescência comigo, em como este espaço um dia já foi importante para que eu pudesse expressar meus sentimentos e me sentir melhor. Quase anônima, sem fotos, sem detalhes. Quase como um desabafo.

Hoje as intensidades mudaram. Tudo é muito diferente. Mas angústias e anseios estão sempre presentes, são parte da vida. A diferença é que agora os guardo para mim. Ainda não aprendi a dividí-los. Mas especialmente hoje os comentários das minhas leitoras queridas de muitos anos atrás me fizeram levantar da cama, abrir bem a janela e tomar um banho para encarar a vida. É como se uma velha amiga estivesse novamente por perto… E eu me sinto segura de nova.

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Eu, noiva

Um ano de antecedência. Ou mais. Esse é o limite de tempo necessário para que um casamento seja organizado. Não que todo esse tempo seja de trabalho exaustivo, a questão é que é preciso conciliar as agendas da igreja e da recepção com a de todos os demais profissionais envolvidos. E são muitos.

Eu já sabia desde o primeiro casamento ao qual fui convidada – e já tinha discernimento para perceber os detalhes, claro – quem seriam os responsáveis por organizar o meu. A ideia sempre foi contar com pessoas nas quais eu pudesse realmente confiar, mostrar o que gostava ou não e simplesmente não me preocupar mais.

Mas é óbvio que não foi bem assim. Mesmo que desde os primeiros meses eu tivesse algumas certezas: cor-de-rosa, branco, espelhos, árvores francesas e uma pista de dança com dezenas de globos; o meu interesse foi só aumentando. Aos poucos me tornei uma fanática por vídeos de casamento, fotógrafos, film makers. Brincando e pulando de canal em canal, de blog em blog, eu certamente assisti a mais de mil vídeos e vi milhares de fotos de casórios do mundo inteiro.

O resultado ficou um sonho. Aliás, meu sonho, a minha cara. E eu que não queria me envolver em quase nada, dei pitaco em tudo, decidi cada detalhe, desde a renda do convite até a pérola do porta guardanapo, da busca pelo topo de bolo dos sonhos e do vestido perfeito. Um envolvimento que não há palavras ou expressões que descrevam, que é tão cansativo, mas tão gostoso ao mesmo tempo. Além de deixar muita saudade.

Detalhe do topo de bolo do 'Chá de noiva': faixa com estrelinhas coladas uma a uma por mim.

Detalhe do topo de bolo do ‘Chá de noiva’: faixa com estrelinhas coladas uma a uma por mim.

Eu casei

Eu casei. E isso é apenas o início de todas as novidades. As coisas definitivamente mudaram por aqui.

E não pensem que tudo aconteceu de uma hora para outra. Não. Coincidências a parte, eu conheci o Luiz Felipe na mesma época em que parei de escrever aqui no blog. E juro que ele não tem nada a ver com a minha ausência. Pelo contrário, ele sempre me estimulou muito a continuar com meus escritos.

Quando parei de escrever também comecei a trabalhar. Engana-se quem pensa que a jornalista voltou à ativa, não. Na verdade quem resolveu dar o ar da graça foi a Marcinha professora. Ou melhor, teacher. Coloquei em prática o conhecimento dos cursos em Sidney, arregacei as mangas e estou a mil desde então. Mas isso é assunto para mais adiante.

Agora quero falar sobre o dia mais incrível da minha vida. Mas nada melhor do que mostrar, não acham? Então aí vai o video para vocês se emocionarem com o meu casório junto comigo.

Logo mais eu volto para contar como ‘all the things I deserve for being such a good girl’ finalmente aconteceram.

Desculpa?

Desculpa. Não há outra forma de voltar a escrever senão me desculpando aos leitores pelos anos – sim, dois anos precisamente – de ausência. Para ser sincera não espero ainda ter leitor algum, nem mereço, mas sei que devo essas palavras… A mim mesma também.

Também gostaria de agradecer às pessoas que não desistiram de me mandar emails pedindo para que eu voltasse a escrever. Às mensagens que me surpreenderam e me fizeram chorar de felicidade: muito obrigada de coração. Quero também me desculpar por não tê-las respondido à altura. O tempo andava – e ainda anda – curto. Mas se eu ganhar outra chance prometo me redimir.

A verdade é que muita coisa mudou nesses dois anos. Eu mudei. Experimentei, amadureci, fui em frente, mudei de ideia. E assim eu sigo…

Hoje, há exatos 10 minutos atrás, decidi que precisava de um blog, pelo mesmo motivo que criei esse há algum tempo. Preciso de um lugar para expor e eternizar meus pensamentos e também todas as coisas boas que tem acontecido comigo. Pensei também em criar um novo espaço, com minha nova cara, e sem meu passado tão exposto. No entanto, decidi que o que passou é o que nos forma e de certa maneira nos prepara para o que somos nesse momento.

Sendo assim, estou de volta ao Diário da Marcinha e aqui pretendo dividir tudo o que eu penso, tudo o que acontece comigo. Só não sei se com outras pesssoas ou comigo mesma…