Eu, noiva

Um ano de antecedência. Ou mais. Esse é o limite de tempo necessário para que um casamento seja organizado. Não que todo esse tempo seja de trabalho exaustivo, a questão é que é preciso conciliar as agendas da igreja e da recepção com a de todos os demais profissionais envolvidos. E são muitos.

Eu já sabia desde o primeiro casamento ao qual fui convidada – e já tinha discernimento para perceber os detalhes, claro – quem seriam os responsáveis por organizar o meu. A ideia sempre foi contar com pessoas nas quais eu pudesse realmente confiar, mostrar o que gostava ou não e simplesmente não me preocupar mais.

Mas é óbvio que não foi bem assim. Mesmo que desde os primeiros meses eu tivesse algumas certezas: cor-de-rosa, branco, espelhos, árvores francesas e uma pista de dança com dezenas de globos; o meu interesse foi só aumentando. Aos poucos me tornei uma fanática por vídeos de casamento, fotógrafos, film makers. Brincando e pulando de canal em canal, de blog em blog, eu certamente assisti a mais de mil vídeos e vi milhares de fotos de casórios do mundo inteiro.

O resultado ficou um sonho. Aliás, meu sonho, a minha cara. E eu que não queria me envolver em quase nada, dei pitaco em tudo, decidi cada detalhe, desde a renda do convite até a pérola do porta guardanapo, da busca pelo topo de bolo dos sonhos e do vestido perfeito. Um envolvimento que não há palavras ou expressões que descrevam, que é tão cansativo, mas tão gostoso ao mesmo tempo. Além de deixar muita saudade.

Detalhe do topo de bolo do 'Chá de noiva': faixa com estrelinhas coladas uma a uma por mim.

Detalhe do topo de bolo do ‘Chá de noiva’: faixa com estrelinhas coladas uma a uma por mim.

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